Não, não quero dizer que sou covarde, só não tenho peito para encarar algumas armadilhas que a vida nos prega, passo por elas enfrentando-as sem querer enfrentar, o que talvez as tornam muito mais difíceis.
Quem sabe seja a idade, tenho 18 anos e aceito saber que ainda preciso amadurecer e por isso sinto uma certa inveja boa das mulheres mais velhas, as de 50 principalmente...sem desmerecer as mais novas, claro. Mas, pensem comigo, estão na flor da idade, já passaram por muitas coisas, (não para menos, quando eu tiver meio século de vida quero ter passado por poucas e boas também), assim fica mais difícil cometer erros. As mulheres de cinqüenta, pelo menos as que eu conheci, eram sábias, talentosas e com um humor literalmente elevado, as que mostravam ser um pouco mais tristes tinham vontade de mudar, o que sempre me deixou super aliviada, não gosto de ver as “cinquentinhas” sem vontade de desfrutar o vigor que elas tem. Infelizmente, por algumas já estarem aposentadas, desempregadas ou por nunca terem trabalhado dedicando a vida para ser dona de casa, elas sentem a necessidade de se tornarem mais mulheres, mais bonitas e sensuais e se quiserem conseguem esse efeito, isso me deixa maravilhada. Talvez tenham medo dessa idade magnífica, medo do envelhecimento, mas com a maturidade que todas devem carregar sabem que é normal e que é mais uma fase. Sou a favor do botox, do silicone, do renew...sou a favor da auto estima, da auto confiança...e se esse é o remédio para algumas, que venha a tecnologia e as mudem por completo, isso se chegaram aos cinqüenta sem conseguir olhar para trás e sem gostar de suas imagens. Para as que acham que estão sem fazer nada, entrem em aulas de pintura, caminhem, cuidem da alimentaçao, fofoquem, retomem velhas amizades. Vocês ainda tem muito tempo e sabem viver muito bem a vida, cada uma no fundo sempre saberá. Parabéns mullheres de 50, tenho orgulho de vocês. Aproveitem!
Texto dedicado para Cláudia Cléia Santiago da Silva, minha mãe!
Ass: Aquira Santiago da Silva.
